...espero que sirva de incentivo.

Ultimamente tenho me sentido satisfeita. Em um estado de orgulho próprio, contente com resultados, me sentindo capaz de entregar o meu melhor. Nada tem a ver com quem está ao meu redor, mas sim com quem eu encontrei dentro de mim. Aliás, esse melhor relacionamento comigo mesma tem feito bem até aos meus relacionamentos com os amigos, marido, família, chinchilas (rs), clientes,..
O meu trabalho como fotógrafa está revelando cada vez mais uma qualidade minha que desconhecia e que sempre admirei nos outros - mergulhar de cabeça, mesmo que sem o melhor equipamento de mergulho, instrutor ou a garantia de uma lancha de resgate. Pode dar merda? Pode. Mas aí é só tomar um banho que o cheiro passa.
E quando é que acionamos essa libertadora cara de pau (no bom sentido, se é que existe)?
R: Quando encontramos o que amamos fazer.
Estou trabalhando a pouco tempo como fotógrafa e recentemente recebi uma (super mega esperada) ligação do(a) cliente me dizendo que, amaram meus cliques de um portfólio feito na correria em apenas metade de um dia e que fui a escolhida para o trabalho. Pulei no sofá, amassei a almofada na cara para abafar a euforia e passei o dia inteiro sorrindo para estranhos (é, não importa o quanto o tempo passa, continuo expressando os meus sentimentos da mesma forma. O mesmo ritual desde o meu primeiro beijo (rs)).  No início encarei isso como sorte - devo ter pego uma onda de amadores - um péssimo hábito que tenho de desprezar o meu potencial. Depois tive aquele papo de amiga comigo mesma e disse: - Ei,você mereceu. E não foi por falta de melhor opção, foi porque você era a melhor opção!  E ter consciência disso foi tão bom. Foi como eu me sentia no fim de completar uma corrida de 7 km (quando eu corria) ou quando finalmente, depois de várias trombadas nos colegas, consegui executar aquela coreografia absurda em perfeita sincronia (quando eu tinha dinheiro para pagar aulas de dança). Mas claro que nada disso vem sem esforço e sem quebrar a cara, queimar o filme, torcer o tornozelo, receber olhares do tipo "se você pisar no meu pé de novo eu te arrebento". Faz parte do processo de ser reconhecido ou cida no final.
Mas o que quero compartilhar aqui, pois foi uma valiosa chave que encontrei e abriu uma janelinha com uma linda vista dentro de mim,  foi descobrir que o reconhecimento tem que ser apenas seu. Aquela estrelinha dourada no caderno que você tanto implorava para a professor(a) dar é você mesma(o) que tem que dar. Aquele tapinha nas costas de " É isso aí, mandou bem hein!" é você mesma(o) que tem que dar. E se no caminho da vida os outros repararem nas suas qualidades, habilidades e talentos, bom para eles. O importante é você nunca deixar de aperfeiçoar o que tem de melhor. Sai da esteira e vai correr onde tem a pedra no caminho. Não se deixe enganar pelo conforto, pois senão o brilho some e o tédio domina esmagando qualquer pingo de autoestima.
Se valorize, mas não a ponto de subir no pódium e sim de subir escadas. O primeiro lugar tem fama de ser entediante. E por último, compartilhe, receba e nunca se compare. Trocar conhecimentos é sempre um crescimento seja na área que for, mas cada um é cada um ou"cadum cadum" (como meu pai costuma dizer (rs)).