best buddies

Comecei recentemente a trabalhar como fotógrafa em uma ONG que ajuda pessoas com deficiência intelectual a se relacionar com o mundo. É um trabalho muito bonito que eu pude conhecer graças a Roberta Cruz Lima que é a diretora executiva da Best Buddies Brasil (Melhores Amigos), uma organização sem fins lucrativos.
Estou muito feliz em poder fazer parte dessa equipe e de trabalhar com pessoas incríveis, talentosas, e com um amor que é de se espalhar pelo mundo. Vai ser uma troca de valores e ensinamentos que vou me empenhar em registrar. Seguem alguns cliques que fiz nesse último evento - SomosTodos1.
Outro Olhar: exposição da fotógrafa piauiense Paula Moreira

Outro Olhar: exposição da fotógrafa piauiense Paula Moreira
























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se eu topasse com um gênio da lâmpada hoje pediria para voltar o tempo, curar o câncer do mundo e o terceiro desejo eu até doava.
caso os itens acima fossem impossíveis de se realizar, aí então eu pediria apenas para pular o dia de amanhã.

cara, tô sem ânimo para felicitações

Space Oddity

Ilustração de Jarrett J. Krosoczka
Estou muito triste hoje. Estanhamente nunca pensei na possibilidade dessa perda e no que ela causaria dentro de mim. Me surpreendi com o quanto me abalou, mesmo tendo a percepção de sua imortalidade na minha vida sempre.
Um dos pontos positivos de se ter irmãos mais velhos é não ter apenas o conhecimento de sua própria geração. Na vitrola de casa o disco Let´s Dance era um dos muitos álbuns que meus irmãos colocavam para tocar em encontros com amigos e festas e eu não conseguia conter as minhas pequenas perninhas a dançar junto com aquela voz inconfundível de David Bowie. Poucos anos depois lançou Labirynth nos cinemas e me apaixonei. Foi uma paixão que ia além do personagem. Me apaixonei pelos olhos de cada cor, pela voz e por tudo que ele representava. Era um ser de outro planeta e eu tinha certeza que ele era especial. Nada comum. Nada ordinário. E talvez por sempre ter me sentido incomum também, mas de uma forma mais pejorativa, encontrei um conforto em sua imagem. Era uma conexão de se sentir de um outro planeta, de não fazer parte, mas não estar sozinha. Me lembro quando veio para SP e ficou hospedado em um hotel que era na frente do prédio onde meus avós moravam. Eu ficava ali plantada na janela do apartamento ansiosa com a possibilidade de ver meu ídolo e futuro marido (rs). Essa paixão continuou na adolescência e me lembro de ficar no chalé escutando suas fitas junto com a minha tia. Ela tinha um péssimo gosto musical, mas Ziggy Stardust e Major Tom nos uniu musicalmente. Ela também abriu espaço para Rolling Stones em seu toca-fitas..rsrs. E olha que estou falando de uma mulher que era louca por Julio Iglesias (blargh).
Acho que entendo porque estou tão despedaçada hoje. É que parece que uma parte de mim morreu junto. Sei que não e nem vou permitir, mas parece que o Big Bang que me ensinou a sonhar e ver o mundo de uma forma mais mágica se desintegrou e sumiu no espaço. É, é isso, consegui por em palavras exatamente o que estou sentindo.
Dizem que você é o que você come, mas acredito que a música é o que transforma a sua alma e preserva em sua memória momentos importantes da sua vida.