o dia em que sobrevivemos a nós mesmos...




foi um dia inteiro de berros, mágoas, 
ódios, abraços, beijos e soluços. 
você e eu entre quatro paredes, 
com a luz ambiente mudando seu foco 
junto com nossos olhares, sentimentos e corpos.

o nosso amor evouliu. 
nos deixou cara a cara com os nossos defeitos. 
e por eles eu me apaixonei. 
pela maneira sincera de lidar com o que fomos e somos, 
sem omitir nem uma nota desafinada
em cada música particular 
em que dançamos com outro par. 

o nosso amor viveu sozinho por um tempo. 
viajou sozinho. 
dormiu e acordou sozinho. 
fingiu estar bem, 
mas logo resgatou em sua memória 
o que realmente importava - você e eu, eu com você. 
quero continuar a gargalhar e sorrir assim. 
dançar em seus braços sem vergonha 
de sermos o único casal 
a rodopiar em um bar de sentados. 

ou na rua. 
com ou sem banda.
com ou sem aplausos.