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Às vezes, não existe remédio, nem terapia ou nem um amigo que pode melhorar ou entender o que se passa dentro de nós. Nesses dias é que vou pra longe e me distancio o quanto posso. Sim, estou fugindo. Mas também estou buscando um outro tipo de abraço e conforto. Um que já me ajudou muitas vezes na minha vida quando me sentia sozinha. Não questiona e não julga. A primeira vez que o conheci foi com 13 anos e a última vez que visitei, foi com 20 e poucos. Hoje voltei precisando muito do seu carinho e de toda a beleza que vai me mostrando aos poucos. Levei o Tito para te conhecer, assim como fiz com todos os outros cachorros que tive. Estacionei o carro perto de uma trilha e subimos até o alto da pedra. Foi uma noite longa, mas logo que arranjamos o lugar perfeito, ele deitou no meu colo e ficamos ali até você aparecer. Como sempre foi chegando de mansinho, pintando com calma aquele vasto horizonte. Não sei o que se passa na cabeça de um cão quando vê isso, mas o Tito ficou hipnotizado pela sua presença. Ficamos ali até sentir o seu abraço, o seu calor. Fechei os olhos para sentir um pouco mais.