eu maior

Eu e minha amiga Leléka estamos em um curso de mindfulness que nos ensina o processo para esse autoconhecimento. É um trabalho de respiração e visualização que mexe intensamente com a sua mente e seu corpo. Sinto um retorno tão grandioso que acho que todas as pessoas deveriam praticar. Mas requer muita meditação e disciplina. Hoje, a Leléka me mostrou este filme e a idéia que ele passa da vida é a razão para a nossa prática em nossas sessões na aula e em casa. Aqui você vai ver um filme lindo e muuuito comovente. Rsrs...chorei rios, mas ri demais também! Algo que deve ser compartilhado com o mundo, sabe. Os entrevistados são pessoas que eu já admirava e outras que foi um enorme prazer conhecer.


Namastê





O último post de uma amiga me levou de volta as minhas buscas e questões, quando bem jovem, a respeito de religião.
As minhas amigas ou eram católicas ou judias. E em casa, nunca tive uma educação religiosa. Na minha família a maioria são ateus e quem não é, não sabe bem no que está acreditando. Talvez, por me sentir como o último grupo que mencionei, aos 13 anos resolvi achar a minha religião.
Comecei perguntando para as minhas amigas como era ser o que elas eram. No que elas acreditavam. Para quem elas rezavam. O que elas tinham que fazer. Quais eram as regras.
Vi que tudo era muito mais complicado do que eu esperava. E lembro da sensação de perceber que sempre tinha muito sofrimento envolvendo essas crenças.
Deus passou a ser um nome muito pesado de se escutar e pronunciar. Mas nunca passou pela minha cabeça, desistir de achar Ele.
Aí ouvi falar do budismo. Como eles respeitam os animais, a natureza. Meditam e buscam suas respostas em um ser iluminado que conhece os segredos da felicidade. Taí, achei que finalmente tinha encontrado a minha turma! Só que a idéia da careca e de se embrulhar em um pano laranja, não me atraiu muito.
Foi então que li a respeito da wicca. O seu Deus é uma Deusa. A natureza é a sua igreja, mãe e fonte de energia. Você reza para as estrelas, planetas,... E você faz das suas palavras a sua reza. Claro que me empolguei em saber que existem rituais de encantos para cada tipo de desejo. E sim, fui aquela menininha ingênua e enfeitiçada que gastava o dinheiro do lanche com livrinhos cheios de palavras mágicas e cartas de tarô. Acho que até cheguei a acreditar que existiam bruxos e bruxas na Alemdalenda. Ah qualé, qual seria a outra razão para existir adultos em uma loja de duendes?!
Então, por um tempo me considerei uma bruxa. Claro que a idéia de morrer queimada em praça pública também não me agradava muito, só que na época não parecia pior do que ficar careca.
Mas durante esse tempo que segui a religião wicca, não fiz mais do que abraçar algumas árvores, enterrar frutas com bilhetinhos de desejos no meio e dançar desprovida de algumas peças de roupa em noites de lua cheia.

Não me entenda mal, respeito todas as religiões e não estava fazendo pouco caso de nenhuma ao escrever essas lembranças. Mas como disse são lembranças, da menina que fui e de uma mente ainda muito jovem e tola.

Se você me perguntar hoje se achei minha religião, vou dizer que sim, mas não tem um nome específico. Ela é um pouco de cada. Um pouco daquilo que aceito e admiro.

Nunca pude me considerar uma atéia. Pois mesmo no meio de tantas situações que a esperança parecia ser um sonho inalcançavel, sempre tive fé. E na minha opinião, fé é o que fortalece a alma e coração. É a energia que te empurra para a vida.



Because we were young and stupid

"Memory is a wonderful thing if you don't have to deal with the past."

" You can never replace anyone because everyone is made up of such beautiful specific details."


me encontrei inúmeras vezes em celine. em seus medos, pensamentos e questões. foi como um tapa na cara em algumas cenas.

recomendo muito este filme. para quem já viu ou nunca viu!


Celine: Baby, you are gonna miss that plane.

Jesse: I know.



Lenita Marmita

Ontem passei o dia na casa da Lenita e do Flávio, fazendo fotos de pratos deliciosos para divulgação. Minha amiga Lenita é uma cozinheira de mão cheia e recentemente abriu um negócio de marmitas. Sorte a minha que além de passar um tempo com eles e seus gatos, cheguei para o almoço! hmmmm... e o cheiro estava de dar água na boca!



 Até o Cheddar sabe do que estou falando..













Para pedidos e mais opções, visite o site: http://congelados.xpto.me
Ela faz entregas!
;)



almoço orgânico e delicioso


.macarrão de milho sem glúten
.tomate-cereja orgânico
.manjericão orgânico
.espinafre orgânico
.cebola orgânica - em rodelas
.azeite andorinha

cozinhar apenas o macarrão. inserir tudo fresco com uma pitada de sal e fios de azeite.
também fica uma delícia se a massa for temperada com curry.


... que tudo era apenas um sonho

























Eu estava em pé, perto de uma alta construção que mais parecia uma igreja, mas depois ouvi dizer que era um monastério. Fui passando aos poucos por aquelas enormes portas de madeira e quanto mais entrava, mais pequena me sentia. Era como se aquela construção respirasse. Vários tipos de janelas percorriam suas paredes em toda a sua altura. E cada uma tinha a sua escada. E o tamanho da escada dependia da altura da janela. Eram escadas de tronco, bem estreitas que tinham como apoio o chão e a parede.
Voltando o olhar para o resto do enorme e altíssimo monastério, percebi que tudo parecia como uma pequena e antiga cidade. Com postes de luz a querosene, caminhos de paralelepipedo, pessoas em bicicletas e altos monociclos. Um desses monociclos quase me atropelou e quando olhei para cima, vi um senhor de rosto fino, usando uma cartola alta, luvas brancas e um fraque longo.
- Licença madame, está no meu caminho e estou atrasado. Preciso terminar de apagar todos os postes antes do sino das sete horas do novo dia.
- Desculpe! - e dei um passo para trás liberando sua passagem.
Depois de um tempo observando tudo ao meu redor, resolvi voltar a minha atenção para a caixa de sapatos que eu carregava em minhas mãos. Não me lembrava quem me deu ou qual o seu conteúdo. Nem me lembrava se era minha ou se tinha que entregar a alguem.
Tirei a tampa e o que vi não fez nenhum sentido. Milhares de expressões diferentes, desenhadas em pequenas e ovais folhas de papel. Triste, feliz, cansado, bravo,.. Não entendi. Eram minhas expressões? Emoções? E por que estavam em uma caixa?
O que aconteceu depois foi uma tragédia. O berro de uma grande senhora me assustou e em um pulo de medo, a caixa caiu das minhas mãos e todas aquelas emoções voaram e se espalharam pelo chão.
- O que você está fazendo aí parada? Está dormindo em pé? Vamos! Tem que abrir todas as janela até as sete horas do novo dia! Esqueceu de sua tarefa, mocinha? - E lá foi ela me puxando pelo braço com força e eu juro que por um momento, olhando para aquelas pequenas carinhas caídas, tive a impressão de ter visto suas expressões mudarem.
- Mas a senhora deve estar enganada, é a minha primeira vez aqui!
- O que? Está me chamando de louca? - disse ela
- Não, não foi isso que eu quis dizer. Apenas que...
- Tome! Pegue esse molho de chaves e comece seu trabalho! Não quero ouvir mais um piu!
Peguei de sua mão todas aquelas chaves e comecei subindo a primeira escada. Fui para a segunda, terceira, quarta,... Quando estava na décima quarta janela, o sino tocou. Eu não estava nem perto da metade de abrir todas.
A cidade parou lá embaixo. Todos ficaram em silêncio. Todos me olhavam como se eu fosse uma criminosa.
- Peguem ela! - gritou a enorme senhora.
De repente vi todas aquelas pessoas se moverem em direção a minha escada. Eu estava muito no alto e não conseguia ver nenhuma outra saída que não fosse a janela. Subi no parapeito e sem ver meu próximo destino, me joguei.

E assim fui caindo até abrir os olhos e perceber que tudo era apenas mais um sonho.




colhendo do pé









... da beleza dessas meninas



















caleidoscopando-me