Richard Balzer

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Richard Balzer, um americano de 69 anos, criou um museu online marcante das primeiras animações e brinquedos ópticos dos séculos XVIII e XIX: fenacistoscópios, praxinoscópios, zootropos e mais! De acordo com o Verge, o processo de transformar uma coleção de objetos físicos efêmeros em um arquivo online foi difícil. Balzer trabalhou com um animador durante anos para digitalizar apenas uma parte da coleção, acumulada ao longo de quatro décadas em mercados de pulgas e antiquários de todo o mundo. Esses arquivos digitais já estão disponíveis, em forma de GIF, em um excelente Tumblr dedicado ao tema – visite-o aqui. O arquivo da Balzer possui de tudo, indo até ao mais bizarro: crianças saltando na boca de leões em um zootropo de 1870; um carrasco sorridente decapitando Satanás; e coisas do tipo. Aparentemente, os GIFs reúnem tudo de estranho há muito mais tempo do que a gente imaginava… 


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divagando...

Por que o amor não permanece sempre no início, 
sem meio e sem fim?

















Sempre que viajo com o meu pai me sinto voltando para os melhores momentos da minha infância. Lembro sempre de nossas viagens de carro para o Uruguai. De ficar horas olhando pela janela enquanto Nina Simone me embalava em sua voz e seu piano. Dos piqueniques a beira da estrada, quando sua maleta de fotografia se transformava em uma mala de guloseimas. Potes de geléias e mel no lugar das lentes e massas prontas de panquecas ocupavam o espaço onde iria o corpo da câmera. A noite, ainda era possível ver no fundo um parque de diversões iluminado. Acho que no fim eu gostava mais desses dias na estrada do que o ponto de destino. Visitar os tios era sempre um bom motivo para passar um tempo com meu pai. E lá estavamos nós de novo. Em uma outra estrada, mais velhos, com apenas algumas horas de viagem e Leonard Cohen.

The Partisan by Leonard Cohen on Grooveshark


Voyage en Arménie

Assisti e recomendo muito!
ARMÊNIA (2007) - Um filme de Robert Guédiguian


por Luiz Carlos Merten - O Estadao de S.Paulo - dez/2007
Guédiguian - o sobrenome não nega. Robert Guédiguian, autor de filmes como A Cidade Está Tranqüila e Os Últimos Dias de Mitterrand, é um cineasta francês de origem armênia. Mas ele não era particularmente ligado em sua ascendência. Sabia que a força do povo armênio, após a diáspora, estava na sua cultura e até se divertia, ao participar de debates ao redor do mundo - Guédiguian sempre perguntava se havia armênios na sala. Nunca houve, no Brasil, na França, em qualquer país onde ele fosse (ou estivesse), uma platéia que não atendesse ao seu chamado. Sempre se levantavam mãos, em qualquer lugar. Em 2000, veio da Armênia o convite para que Guédiguian fosse mostrar seus filmes na terra de seus ancestrais. Ele foi - e a viagem o marcou tanto que ele voltou, repetidas vezes. 
No original, chama-se Voyage en Arménie, Viagem na (ou à) Armênia. Com roteiro de sua atriz-fetiche, Ariane Ascaride, e dele, Guédiguian fez este filme sobre uma filha que parte em busca do pai. Ela é médica, o velho está morrendo e, como um último esforço, parte sozinho em busca de suas raízes. Ela o segue, a princípio relutante. O filme trata de família, de raízes. Trata de sentimentos e de morte. ''''Havia feito um filme que foi muito importante para mim. Os Últimos Dias de Mitterrand, com Michel Bouquet, sobre a fase final do presidente francês, trata desse homem poderoso que se prepara emocionalmente para morrer. Depois de filmar o grande homem, voltei aos meus personagens populares, figuras mais comuns. Mas a relação é a mesma - um homem busca suas raízes, preparando-se para a morte.''''
Robert Guédiguian agradece à sua atriz - ''''Ariane inspirou-se em sua vida, na relação que tinha com o pai. A personagem do filme é ela, apesar da profissão diferente. O pai é o dela, mas eu também me projeto neste pai, quando ele diz que resiste ao internacionalismo. Poderia citar Jean Jaurès (NR - homem político e pensador francês) - a resistência ao internacionalismo afirma nossa identidade no mundo global.'''' É como se Guédiguian estivesse citando o velho Leon Tolstoi, que dizia que o artista, falando sobre sua aldeia, conseguia falar para todo o mundo. Ele reage a uma crítica que você encontra na internet, se for pesquisar sobre a Armênia - alguns internautas reclamam da facilidade com que a personagem de Ariane aprende a falar em armênio ou então do fato de que seu pai, voltando à terra da qual estivera ausente durante décadas, seja tão facilmente reconhecido e assimilado. ''''Essa é uma típica crítica que os armênios da diáspora podem fazer, mas não os armênios que permaneceram na terra. Eu próprio era reconhecido na rua e sempre alguém vinha estabelecer laços de família. Na Armênia, essas coisas permanecem muito fortes. Não me pergunte como, mas eles sabem, lá longe, tudo o que está ocorrendo com os armênios da diáspora, espalhados pelo mundo.''''
Nos últimos anos, o massacre dos armênios pelos turcos e a diáspora têm inspirado autores importantes. O canadense Atom Egoyan fez Ararat e os irmãos italianos Paolo e Vittorio Taviani dirigiram A Casa das Cotovias, que foi, como o filme de Guédiguian, exibido na Mostra de Cinema de São Paulo. A que se deve esse interesse pelo assunto? ''''A identidade armênia é uma coisa muito forte. Foi por meio dela que os armênios conseguiram resistir, sobreviver e reconstruir-se como nação. Vou confessar uma coisa - nunca havia pensado em fazer um filme sobre isso. Foram os próprios armênios que me cobraram. Armênia terminou sendo uma obra de encomenda. E o povo armênio, que me encomendou esse filme, ficou muito satisfeito com ele.''''
Autor de filmes sociais e políticos, Guédiguian talvez surpreenda ao dizer que se interessa muito pelo cinema que dialoga com o grande público. Homem-Aranha, Superman, tudo ele vê (e acompanha). ''''Independentemente de minha orientação política, sou um espectador como os outros. E, como diretor, me interessa acompanhar o desenvolvimento da técnica.'''' Sua afinidade é com Ken Loach, mas ele também fala com carinho de Nanni Moretti, com quem conviveu no recente Festival de Turim. Ambos são diretores engajados. Ken Loach, velho esquerdista, é aquilo que a crítica de direita chama de ''''dinossauro'''', por sua intransigência em continuar falando de assuntos incômodos ou em criticar os aspectos mais controversos da globalização. ''''A direita tenta fazer crer que é moderna e a esquerda está superada, mas isso não corresponde à verdade. É incrível, mas, apesar das mudanças da últimas décadas, continuamos falando em termos de esquerda e direita. É falso pensar que tudo isso está superado.''''
Para Guédiguian, é importante dialogar com o público - ''''Não faria sentido fazer um filme político para atingir 50 mil espectadores, que, muito provavelmente, já fazem parte do público conscientizado. Ken Loach fez quase um milhão de espectadores (na França) com Ventos da Liberdade, seu maior sucesso de público. E ele não precisou fazer nenhuma concessão para tocar o coração das platéias.'''' A propósito de Armênia, Guédiguian comenta que o filme é crítico desse mundo que focaliza. ''''Está tudo na tela - o lado positivo como o negativo. De certa maneira, é um filme excessivo, ou exaustivo, mas o público armênio gostou de se ver, com todas as suas contradições. É como eu sempre digo - a verdade, por mais dolorosa que seja, é necessária. É algo bom de dizer, ou pelo qual lutar.''''
Armênia está estreando nos cinemas brasileiros e Guédiguian já tem novo filme pronto. Ele acaba de fazer Lady Jane, de novo com Ariane Ascaride. É um filme de gênero - um noir com tudo a que esse tipo de filme tem direito, incluindo crimes, perseguições. O cenário - Marselha, naturalmente, onde Guédiguian ambientou todos, ou quase todos, os seus filmes (com a possível exceção de Mitterrand). Marselha fornece a paisagem de Marius et Jeannette, A Cidade Está Tranqüila, Marie-Joe et Ses Deux Amours. Por que essa atração pelo Midi (o Sul da França)? ''''Porque é, ao mesmo tempo, solar e sombrio. O submundo de Marselha, cidade portuária, faz parte do imaginário dos espectadores. Há muita diversidade, étnica como cultural e social. É uma cidade muito rica para se trabalhar. Moro em Paris, mas, como fonte de inspiração, Marselha é insubstituível, para mim.''''

All Roads by Tina Malia. Live in Santa Rosa





per el camino - cine










ester garcia





made in Brazil

made in Rio. made in a broken marriage. made in Italy. made in Uruguay. made in a father's and brother's love. made in music. made in cruelty. made in fear. made in tragedy. made in tears. made in with no religion. made in an imaginary world. made in faith and hope. made in a new love. made in a new family. made in doubts. made in questions. made in nightmares. made in somewhere really far. made in magic. made in romance. made in broken hearts. made in lies. made in ilusions. made in dreams. made in pain. made in no loyalty. made in no undestandment. made in alone. made in knowlegment. made in exploration. made in nature. made in mountains. made in new friendships. made in true friendships. made in kisses. made in laughts. made in sex. made in trust. made in damages. made in bad educations. made in hate. made in darkness. made in drugs. made in alcoohol. made in scary thoughts. made in confusion. made in wishes. made in sorrow. made in sorry. made in compassion. made in hugs. made in runnings. made in sweats. made in travels. made in freedom. made in roads. made in care. made in open minds. made in losts. made in sadness. made in "life goes on". made in art. made in photographs. made in happyness. made in wild. made in songs. made in searches. made in "life so far".



jeanne moreau


le tourbillon de la vie, jeanne moreau from emmabowlcut on Vimeo.


" Se algo pode dar errado, dará. "

resolveu sair hoje com pouco casaco e está um frio danado lá fora?
é como eu sempre digo,
tudo culpa da famosa Lady Muffin!




marionetes


Bonecos criados pelos irmãos Jan e Martin Ruzicka. Vale muito a pena entrar no site e ver esse lindo trabalho!
http://www.pinterest.com/source/marionetisti.cz/
http://marionetisti.cz/




diálogos de rua

homem com rodo:

ô minha senhora,
já estou tirando a água para você passar, viu?!

senhora com sacolas
(que não parou de andar por conta do chão molhado):

nada!
se esse fosse o único problema do mundo,
eu estava feliz!


♥ 

...

quando perguntei se você amou ela, acho que estava na expectativa de saber que vim com algum querer. pois sinto que fiquei perto de nunca existir. e talvez essa noção me deixe assim tão afastada e distante. tão pouco confortável com a idéia "família", mesmo amando cada um que existe nela. tão confuso ser parte de uma história que mal conheço. o que faz eu ser o que sou? pois sei que não sou igual. sei que tenho outros conceitos e valores. mas de onde vem isso? de onde vem esse emocional explosivo. essa depressão. esse lado solitário que tem um livre e embriagado amor pelos bichos, coisas e pessoas? dá para amar uma árvore? uma parede? porque acho que já amei uma. e sem um pingo de álcool no organismo. sem uma razão química que não fosse a simples satisfação de saber que ela existe lá. que bom que ela existe para os artistas. para aparar o vento. criar sombra. dividir caminhos. eu sei que você não é assim. não vê o que eu vejo. será que isso é algo que eu teria em comum com ela? será? e será que era o emocional explosivo dela que fazia os objetos se espatifarem na parede? e dizer coisas horríveis? não quero ser assim. talvez por isso choro tanto. pois tenho medo de me ver em alguém que você deixou de amar. e não quero que você deixe de me amar. pois é o amor mais próximo que tenho do que é meu. do que me faz pertencer, existir e ser. 


e quem a felicidade pensa que é, 
pra ir e vir desse jeito