E lá estava ela. No topo, orquestrando montanhas ao redor em uma noite estrelada. Cada batida forte naquele tambor iluminava um lado daquele horizonte escuro e infinito. Seus cabelos dançavam com o vento e sua pele fria parecia ainda mais iluminada com toda aquela energia que corria dentro do seu corpo.
Ela tocava de olhos fechados aquele tambor e com toda sua força, como se a vida do mundo dependesse daquelas batidas. Mas então a tragédia começou de novo. Pingos de sangue começaram a escorrer pelas suas mãos, braços, rosto e pescoço. Ela não era mais uma compositora, mas uma assassina. No meio daquele grande tambor, crescia uma cabeça sem rosto e sem cabelos. E ela não conseguia controlar aquela agressão. Não conseguia parar de bater. Queria parar, mas uma raiva dominou seu coração e sua única opção era gritar. Gritar pela dor e angústia que estava causando até acordar.

Acordar e com sorte esquecer.